25 fevereiro 2009

Sony Bravia - Zootrópio



Para promover o novo recurso, Motionflow 200Hz, da Tv Sony Bravia, a agência Fallon de Londres (a mesma de Balls, Paint e Play-Doh) criou o maior zootrópio do mundo.

Para quem nunca ouviu falar, zootrópio é uma tecnologia do século 19 que consiste em mostrar diversas imagens estáticas rodando em um cilindro para dar a impressão de movimento. O novo recurso do Sony Bravia é bem semelhante a este aparelho. O motionflow foi criado para melhorar a qualidade de imagens com movimentos muito rápidos.

O comercial foi filmado em Venaria na Itália e conta com a participação do jogador Kaká. Assista:

Curiosidade: O zootrópio do filme recebeu o registro de maior do mundo pelo Guinness Book.
Veja também o vídeo mostrando a montagem (que levou 6 semanas).

O filme não se compara com a trilogia da campanha "Color like no other", mas de qualquer forma ficou muito bacana. Filmar a reação espontânea das pessoas na rua dá um toque especial ao comercial.

18 fevereiro 2009

Monstro na perna - conta ou não conta?

Para incentivar os jovens a não ignorarem os problemas de drogas dos amigos, a agência McKinney, criou um filme completamente bizarro para Ong Partnership For A Drug Free America. O filme mostra um rapaz com uma espécie de monstro agarrado na sua perna. E seja na escola ou em casa o bicho continua lá e ninguém fala nada. Veja:



Eu particularmente não gostei. Esquisito demais. Lembrei logo de outro filme que vi da Pfizer que coloca um rato na boca da pessoa para desestimular o uso de remédios sem receita. Um exagero (veja aqui). Há quem defenda essa linguagem dizendo que chocar é a melhor solução. Qual é a sua opinião?

17 fevereiro 2009

Sci Fi Channel - Os humanos estão entre nós

Muito boa a campanha criada pela Saatchi & Saatchi de Milão para o canal Sci Fi. Para quem não sabe, o canal é dedicado a filmes e séries de ficção científica, horror, extraterrestres e paranormalidades em geral.





10 fevereiro 2009

Shepard Fairey - de artista de rua a um grande empresario



Você já ouviu falar de Shepard Fairey? Quem conhece sabe que ele é o autor dos famosos posters da campanha do atual presidente americano Barack Obama. O artista que já foi detido algumas vezes por ações ilegais de grafite, agora ganhou fama, faturando com campanhas publicitárias.

Seus traços já foram requisitados para capas de CDs de grupos como Led Zeppelin e Smashing Pumpkins, de livros de George Orwell das edições Penguin, para o cartaz do filme Walk the Line e para publicidades do Wal-Mart, Seven Up, Volkswagen e recentemente WWF.

A Leo Burnett de Sydney chamou Fairey para a campanha do WWF Earth Hour deste ano. Os cartazes buscam incentivar mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo a desligarem as luzes por uma hora no dia 28 de março.



O sucesso Shepard Fairey estourou na campanha do Obama. A criação dos cartazes do presidente não foi uma encomenda, mas sim uma criação espontânea do artista, que viu sua popularidade crescer com a do candidato.

Casado e pai de duas filhas, Fairey está hoje em dia mais presente nas galerias do que nas ruas. Em recentes exposições em São Francisco e Londres, suas criações já foram vendidas entre US$ 80 e US$ 85 mil. Suas obras hoje integram o catálogo das coleções do New Museum of Design, de Nova York, San Diego Museum of Contemporary Art, Museum of Modern Art, de San Diego, ou Victoria & Albert Museum, de Londres.

Também virou um empresário fundando a agência de design Studio Number One, a grife de roupas Obey, a revista de cultura pop Swindle e a galeria de arte Subliminal Projects.

Agora, faturando com o seu talento, é acusado por ter renegado suas origens e se vendido ao capitalismo. Mas o artista se defende dizendo que usa o mercado para continuar divulgando suas mensagens subversivas e que arte e comércio necessitam um do outro.

Concordo com o artista. Ele encontrou uma oportunidade e abraçou. Quem o critica são pessoas que se incomodam com o sucesso alheio. Deveriam tê-lo como exemplo correr atrás do seu.

Criavidade no papel

A agência carioca Artplan criou para Rios Ilustração uma campanha que mostra a capacidade do estúdio em colocar qualquer imagem no papel.

Os anúncios mostram um rolo compressor amassando diferentes cenários em 3d como: a Torre Eiffel de Paris, o Titanic e um dinossauro no tempo jurássico.







Com um conceito super bacana, a campanha além de criativa ficou bem bonita.

Ficha técnica: dir. de criação: Roberto Vilhena, dir. de arte: Bernardo Romero, Maite Albuquerque redator: Ricardo Dolla, ilustração: Otávio Rios

09 fevereiro 2009

Calotas viram olhos

Ação para o ministério do transportes criada pela agência Scholz & Friends de Berlim.



Don't drink & drive. (Não beba e dirija)

06 fevereiro 2009

Coincidência na Archive



Encontrei nesta semana na Archive Vol. 4 - 2008, dois anúncios com ideias bem semelhantes um ao lado do outro.

Do guepardo foi criado pela agência Dentsu de Bangkok e divulga a função Steady Shot da câmera digital Canon. Já o da bailarina, criado pela Fischer de São Paulo, mostra a função Mega OIS Image Stabilizer da câmera Panasonic. Enfim, as duas retratam a função de estabilidade ao clicar uma foto.

Curiosamente ambos foram premiados no Festival de Cannes de 2008. Não estou aqui para julgar, só fiquei surpreso que seja possível que, no Festival e na Archive, ninguém possa ter notado a semelhança entre as duas ideias. O que pode ter acontecido é não terem se importado com isso.

O fato é: não houve plágio. As duas peças foram divulgadas ao mesmo tempo. O estranho é a premiação das duas.

Isso é mais uma prova que coincidências existem.



04 fevereiro 2009

Super Bowl 2009

Veja todos os comerciais que passaram no Super Bowl este ano.

02 fevereiro 2009

Como enlouquecer um dir. de arte em 8 passos

Texto enviado pela leitora Cecília Campos. Se você é cliente e não gosta dos diretores de arte das agências de publicidade, aqui vão algumas dicas para irritá-lo completamente.

1- Microsoft Office
Quando você tiver que mandar um documento para um designer gráfico, certifique-se que ele foi feito com algum programa do Office. Versão PC se possível. Se você tiver que mandar figuras, você terá mais chances de enlouquecê-lo; ao invés de apenas mandar um jpeg ou um raw de câmera digital, insira as figuras em um arquivo de Office como o Word ou Powerpoint.
Não se esqueça de baixar a resolução para menos que 72 dpi, assim eles terão que contatar você novamente para pedir uma versão com a qualidade melhor. Quando você mandar a versão "melhor", certifique-se que o tamanho seja no mínimo 50% menor. E se você estiver enviando as figuras por e-mail, esqueça de anexá-los de vez em quando.

2- Fontes
Se o D.A. escolher Helvetica, peça Arial. Se ele escolher Arial, peça Comic Sans. Se ele escolher Comic Sans, ele já está 50% doido, então seu trabalho está 50% pronto.

3- Quanto mais melhor
Suponhamos que você precise de uma arte para um jornal. Diretores de Arte vão sempre tentar deixar espaços em branco em qualquer lugar. Margens largas, o alinhamento, o kerning do texto, etc. Eles vão dizer que eles fazem isso para facilitar a leitura e manter um visual limpo e profissional. Mas não acredite destas mentiras. Eles fazem isso para deixar o documento ainda maior, com mais páginas, e isto lhe dará mais prejuízos com a gráfica. Por que eles fazem isso? Porque diretores de arte odeiam você. Eles também comem bebês. Sem cozinhar, carne de bebê crua. Então certifique-se de lhes pedir para colocar margens menores e um texto muito pequeno. Diferentes tipos de fonte também são uma boa pedida (e você ganha bonus se pedir Comic Sans, Arial ou Sand). Peça clipart. Peça muitas figuras (se você não sabe como mandá-las, veja o item 1). Eles vão tentar argumentar e defender as escolhas deles mas não se preocupe, no final, o cliente está sempre certo e eles irão acatar todos os seus pedidos.

4- Logos
Se você tiver que mandar um logo de um projeto particular para um D.A., de um patrocinador ou parceiro por exemplo, certifique-se de que ele seja realmente pequeno e um gif ou jpeg de baixa resolução. Novamente, você ganha pontos se inseri-lo em um documento Word antes de mandá-lo. Agora você deve estar pensando que isto tenha sido suficiente mas se você quiser mesmo abalar a estabilidade mental de um diretor de arte, dê o seu melhor e mande uma versão do logo com um fundo que dificulte o seu recorte. Fundos pretos ou brancos devem ser evitados, já que são facilmente cortados com um layer style mais escuro ou mais claro no photoshop. Uma vez que o D.A. estiver trabalhando em um logo bitmap, diga-lhe que você precisa dele maior. Se você precisa de um logo customizado, faça os seus próprios rascunhos em um guardanapo. Ou melhor ainda, deixe seu filho de 9 anos desenhar isso. Seu rascunho não pode demorar mais que 5 minutos para ficar pronto. Você não quer algo detalhado e fácil de ser entedido, porque quanto menos um D.A. o que você quer, mais mudanças ele terá que fazer no futuro. Nunca aceite o primeiro logo. Nunca aceite o nono, faça-o fazer várias mudanças, cores, fontes e clipart. Peça-lhe para adicionar uma foto no logo. Cantos. Gradientes. Comic Sans. E quando ele estiver em sua décima tentativa, diga-lhe que você gostou mais da segunda. Eu sei, isso é cruel, mas lembre-se: diretores de arte são a causa do câncer de mama entre as mulheres de meia-idade.

5- Escolhendo suas palavras
Quando estiver descrevendo o que você quer para um "arteiro", certifique-se de usar termos que realmente não signifiquem nada.
Termos como "jazz it up a bit" ou "poderia tornar isso mais webístico?". "Eu gostaria de um design bonito" ou "Eu prefiro gráficos legais, gráficos que, você sabe, quando você os vê você diz: esses são gráficos legais." são outras opções. Não se sinta mal com isso, você fez a coisa certa. De fato, é a sua obrigação porque todos nós sabemos que em noites de lua cheia, os D.As se transformam em lobisomens.

6- Cores
A melhor maneira para escolher as cores (porque você não quer deixar o "artista" escolher) é escrevê-las randomicamente em pedaços de papel, colocá-los em um chapéu e sorteá-las. O diretor de arte irá sugerir que você fique com 2 ou 3 cores no máximo, mas não. Escolha quantas cores você quiser e certifique-se de fazer o sorteio no chapéu na frente dele. Enquanto fizer isso, cante uma música bem chata.

7- Prazos
Quando for a sua vez de aprovar o layout, relaxe. Não há pressa. Espere dois dias. Mais seis. Conforme o fim do prazo for chegando, contate o D.A. com mais correções e mudanças que ele tenha tempo para fazer. Afinal, os "dêretores" são responsáveis pelos ataques do PCC e do 11 de setembro.

8- Acabe com ele
Depois de aplicar todos os itens desta lista em sua vítima, faz parte da natureza humana (embora alguns irão argumentar se eles são humanos ou não) ficar um pouco inseguro. Conforme ele for percebendo que não pode satisfazer suas necessidades, o diretor de arte irá abandonar todas as suas esperanças de vencer uma discussão e irá fazer só o que você disser para ele fazer, sem questionar. Você quer aquilo em roxo? Então é roxo. Seis fontes diferentes? Claro!
Nesta altura dos fatos, você deve estar pensando que venceu, mas não se esqueça do seu objetivo: ele tem que desistir desse negócio. Então esteja pronto para o golpe final: Quando estiver em suas decisões finais sobre cores, formas, fontes, etc, diga-lhe que está desapontado com a falta de iniciativa dele. Diga-lhe que afinal de contas, ele é o DIRETOR DE ARTE e que ele deveria ser o cara que coloca sua experiência e seu talento no trabalho, não você. Que você estava esperando mais soluções e avisos sobre o layout dele.
Diga-lhe que você está farto desta falta de criatividade e que era melhor você mesmo fazer o seus layouts no publisher ao invés de pagar por seus serviços. E aí está. Você deve ter um diretor de arte imobilizado em uma camisa de força em pouco tempo!


autor: desconhecido